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É vermelho, é vital, mas não corre nas veias. Vem do petróleo. Fabricado em laboratório, é transportável na forma de pasta e pode ser dissolvido em água. É sangue de plástico. “Não é o tipo de plástico com que estamos acostumado a lidar no nosso dia a dia”, explica o professor Lance Twyman, cientista da Universidade Sheffield, da Inglaterra. “É um plástico refinado, de onde retiramos moléculas similares à hemoglobina, um pigmento responsável pela fixação do oxigênio e de sua transferência para as células do corpo”, acrescentou Lance Twyman. Em outras palavras, é sangue artificial. Artificial, mas que pode funcionar. Em testes de laboratório, já deu certo, segundo o professor Twyman. É como sangue de bolso. A idéia é desenvolver o produto em grande escala para ser usado, principalmente, em situações de emergência: em áreas de conflito, por exemplo, onde os bancos de sangue natural nem sempre estão com estoques suficientes para salvar vidas. A invenção foi apresentada no Museu da Ciência, em Londres, em uma feira sobre as 1.001 utilidades do plástico. Ainda é um projeto que requer investimento e pesquisa, mas é já é um alento, uma nova arma a favor da medicina. Transplante de órgãos, fertilização in vitro, clonagem de seres vivos – a ciência não pára de evoluir nem surpreender. Os cientistas comemoram. Acreditam que o sangue de plástico é a descoberta do “Santo Graal”. Mas já há quem ache que a ciência, que tenta imitar Deus, anda passando da conta. Trata-se de uma discussão que tem deixado muita gente de sangue quente. OBS: autor desta informação. portal terra. |

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